Ontem, véspera do dia dos pais, fui com as crianças ao shopping, buscar lembranças para os papais de nossa vida...
Numa loja de departmentos, fila imensa, lá estávamos nós, com uma blusinha para a caçula do grupo, e em dúvida entre dois presentes para o vovô: uma blusa e uma gravata, ambas em tom de violeta escuro, seu preferido. Não conseguíamos decidir, e eu queria trazer os dois, mas achei que ficaria um pouco mais caro do que eu tinha pretendido.
Quando decidimos pela gravata, uma senhora atrás de mim começou a elogiar a blusa, e aí nossa certeza voltou a virar dúvida. Resolvi trazer os dois presentes, mais o casaquinho, e fui atendida por uma espécie de gerente, acho... Com certeza ele não era caixa, porque não tinha a menor prática no que estava fazendo. Achei que fosse alguém que estivesse ajudando diante daquele movimento intenso, para que a fila andasse mais rápido, sei lá.
Ele passou o código de barras do casaquinho, da blusa, e enfiou tudo de um modo muito amassado dentro da sacola. Inclusive a gravata, que ele não havia registrado.
Ah! Perfeito!
Os presentes que eu queria, pelo preço que eu idealizei! Maravilha!
Sem chance...
Disse para o atendente: "você não cobrou a gravata!"
Ele fez um "hã" meio perplexo...
Repeti: "você não cobrou a gravata!" E acrescentei sorrindo: "Eu adoraria pagar menos, mas não seria correto."
O homem quase rosnou:
- Já vamos resolver esse problema...
Quase me senti culpada pela honestidade. Diante da fila imensa, achei que ele preferia que eu tivesse ido embora rápido, ao invés de "reclamar" para pagar mais alguma coisa. A pessoa atrás de mim na fila também suspirou impaciente.
Olhei para minhas crianças ao meu lado! O olhar de admiração e o sorriso da mais velha me fizeram sentir orgulho de estar fazendo a coisa certa. Paguei o valor correto, peguei as crianças pela mão e saí feliz, curtindo o sentimento de ser alguém no mundo disposto a fazer a diferença!
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