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domingo, 14 de agosto de 2011

Honestidade

Ontem, véspera do dia dos pais, fui com as crianças ao shopping, buscar lembranças para os papais de nossa vida...
Numa loja de departmentos, fila imensa, lá estávamos nós, com uma blusinha para a caçula do grupo, e em dúvida entre dois presentes para o vovô: uma blusa e uma gravata, ambas em tom de violeta escuro, seu preferido. Não conseguíamos decidir, e eu queria trazer os dois, mas achei que ficaria um pouco mais caro do que eu tinha pretendido.
Quando decidimos pela gravata, uma senhora atrás de mim começou a elogiar a blusa, e aí nossa certeza voltou a virar dúvida. Resolvi trazer os dois presentes, mais o casaquinho, e fui atendida por uma espécie de gerente, acho... Com certeza ele não era caixa, porque não tinha a menor prática no que estava fazendo. Achei que fosse alguém que estivesse ajudando diante daquele movimento intenso, para que a fila andasse mais rápido, sei lá.
Ele passou o código de barras do casaquinho, da blusa, e enfiou tudo de um modo muito amassado dentro da sacola. Inclusive a gravata, que ele não havia registrado.
Ah! Perfeito!
Os presentes que eu queria, pelo preço que eu idealizei! Maravilha!
Sem chance...
Disse para o atendente: "você não cobrou a gravata!"
Ele fez um "hã" meio perplexo...
Repeti: "você não cobrou a gravata!" E acrescentei sorrindo: "Eu adoraria pagar menos, mas não seria correto."
O homem quase rosnou:
- Já vamos resolver esse problema...
Quase me senti culpada pela honestidade. Diante da fila imensa, achei que ele preferia que eu tivesse ido embora rápido, ao invés de "reclamar" para pagar mais alguma coisa. A pessoa atrás de mim na fila também suspirou impaciente.
Olhei para minhas crianças ao meu lado! O olhar de admiração e o sorriso da mais velha me fizeram sentir orgulho de estar fazendo a coisa certa. Paguei o valor correto, peguei as crianças pela mão e saí feliz, curtindo o sentimento de ser alguém no mundo disposto a fazer a diferença!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não te quero mais...

 Lembro de vê-la pela primeira vez. Acho que a iluminação ajudou, mas achei-a linda! Ela sobressaía em meio às outras. Eu passava pelo mesmo lugar quase todos os dias só para vê-la. Vendo-a, pensava em como seria se ela fosse minha... Imaginava lugares onde podíamos ir juntos, pensava no que diriam meus amigos ao ver-me tão bem acompanhado! Além de linda, ela era elegante, discreta, e parecia uma companhia adequada para qualquer ocasião.
Eu queria que ela estivesse na minha casa... debaixo do meu teto... como se fosse minha propriedade, sempre ao alcance da minha mão.
Não medi esforços para que isso acontecesse. Flertei com ela por algum tempo, até que nossa união se consumou. Finalmente ela era minha! Tão linda! E assim saíamos juntos para todos os lugares. Muitas vezes ela me acompanhou ao trabalho, ao cinema, ao shopping, aos encontros com amigos. Acostumei tanto a tê-la comigo que era difícil pensar em estar sem ela. Quando saíamos juntos, muitos nos elogiavam, e eu sentia orgulho pelo bom gosto na escolha de minha companheira.
Mas o tempo foi passando... E eu não devo ter cuidado muito bem dela. Ela foi mostrando alguns sinais de cansaço, foi perdendo o brilho. Já não era tão linda...
E eu, comecei a pensar em substitui-la. Eu queria de novo uma companheira linda, que não mostrasse sinais do tempo, que fosse elegante e adequada, e imaginei que por mais que eu me esforçasse, seria muito mais trabalhoso tentar restituir o brilho da minha companheira. E comecei a olhar com atenção para outras, buscando aquela beleza que havia me encantado pela primeira vez, mas que eu não via mais na minha parceira. Já não era tão agradável sair com ela, especialmente quando eu a comparava com outras. Eu já não sentia orgulho de tê-la escolhido...
Desisti dela. Uma noite, sem palavras, olhei-a demoradamente no nosso quarto... E pensei no meu íntimo: "não te quero mais". E comecei a desejar e buscar outra companheira.
Essa história tem dois lados: o bom e o ruim. O bom é que se trata de uma ficção. Eu narrei uma história que conta como eu comprei uma linda bota de inverno, e do quanto eu gostava dela, até que percebi que ela já estava tão usada que não daria mais para consertá-la, e eu decidi que precisaria comprar outra.
O lado ruim é que a história de uma relação com um objeto de consumo, que tem tempo determinado, ou "prazo de validade" (afinal, o objeto só é útil enquanto serve ao propósito que temos para ele), pode ser a história de um relacionamento entre duas pessoas! Quantas vezes pessoas são descartadas como se fossem objetos? Quantos cônjuges são descartados quando a beleza já não é tão evidente, quando aparece uma opção mais elegante, bela e "adequada" ao estilo de vida?
Objetos envelhecem. Muitos se tornam inúteis...
Pessoas tem que ser vistas por outra perspectiva. Elas amadurecem. E o amadurecimento de uma relação pode ser delicioso, basta querer!

"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova". (Fernando Pessoa)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mídia e família

Estamos vivendo uma época de "culto ao consumo". Cada vez mais a sociedade valoriza o ter, mesmo que a pessoa "tenha que ter" coisas de que ela absolutamente não precisa.
Interessante é perceber que a maioria das nossas "necessidades urgentes" são geradas pela mídia. Coisas que você nunca imaginou precisar de repente fazem uma falta absurda na sua vida (mesmo que você nunca tenha percebido antes).
E aí eu penso sobre esse vazio intenso que cada ser humano carrega dentro de si. Na verdade um vazio do tamanho de Deus, e que portanto só pode ser preenchido por Ele. Mas a mídia tem aquela função de nos contar que seremos felizes e realizados se tivermos o carro tal, usarmos o perfume tal, ou formos clientes do banco tal, e por aí vai...
Para a mídia, quanto mais desestruturado e infeliz estiver o indivíduo, melhor! Ele vai consumir mais, para compensar suas frustrações, e eu penso que é por isso mesmo que a mídia investe tão pesadamente contra a família. A ideia é que as pessoas estejam sós, que as uniões sejam descartáveis, e que a família, sempre tida como a base da sociedade, esteja desestruturada. Essa desestruturação vai gerar... mais consumo!
Um indivíduo em família é mais reflexivo. Ele não consome por estar deprimido ou frustrado. Ele sabe que é amado por seu cônjuge e filhos, tem um papel no seu lar, então está ciente de sua importância pessoal. Ele vai consumir o que quer, e não o que a mídia "quer que ele queira".
Assim, tudo o que for contrário a unidade familiar, será amplamente propagado pela mídia! E de tanto bombardeio, muitas famílias sucumbem.
"É preciso estar atento e forte!"

domingo, 15 de maio de 2011

De mal com a vida.

Eu gosto muito dos dias de sol!
Gosto de abrir todas as janelas, cortinas, e deixar o sol entrar, inundando minha sala de luz! Especialmente nos dias mais frios, sentir o calor do sol é como um abraço amigo!
Mas gostar do sol não significa não gostar da chuva! Mesmo que dê mais trabalho sair num dia de chuva (pelos acessórios que a gente precisa carregar junto), o cheiro de terra molhada, e a sensação de aconchego e proximidade que a chuva traz, também são coisas lindas de sentir!
Por aqui, os dias tem estado muito secos. A baixa umidade do ar faz com que as alergias aflorem, a pele e cabelo ressequem, e em alguns lugares da cidade chega a faltar água.
Ontem choveu! Choveu muito!!!! Eu estava na Igreja, e comecei a ouvir o barulho da chuva na janela, e não demorou muito para o cheiro de terra molhada começar a invadir aquele ambiente. Que delícia!
No fim da reunião, um comentário: "que droga de chuva, só serve para arrepiar o cabelo da gente!"
(Na semana passada a mesma pessoa estava reclamando do ar seco...)
Mas a chuva não se incomodou com o comentário e continuou, noite adentro... Final da manhã seguinte, e a chuva farta, barulhenta, continuava sua função de regar a terra, sem se preocupar se estava ou não agradando.
Resolvemos comprar um frango assado e eu estava em baixo de um toldo, criando coragem para correr até o carro. Um amigo passou e brincou: "melhor molhado, do que molhado e machucado!" Diante daquele comentário, rapidamente saímos rindo para os carros, sentindo a chuva fria bater no rosto, e felizes!
Para comprar o frango, uma grande fila. Meu marido não conseguiu estacionar na frente, havia muito movimento. Com o carro parado do outro lado da rua, saí rapidamente para a loja e cheguei um tanto molhada. Um senhor na minha frente comentou: "Isso é hora de chover? Essa chuva atrapalha todo mundo!"
Eu sorri e disse para ele, de modo mais amável possível: "Mas diante da seca que tivemos nos últimos dias, eu acho que podemos considerar a chuva uma bênção, mesmo ficando um pouco molhados, não acha?"
Continuei sorrindo, enquanto ele pareceu um pouco decepcionado pela falta de apoio para falar mal da chuva... Ele concordou meio sem convicção, e ficou um tempo em silêncio. Ao final acrescentou:
- Está soprando agora, mas vai morder! Vai esfriar muito, e aquele frio seco... Não vai ficar assim, tranquilo, não!
Continuei sorrindo e acrescentei:
- Mas hoje a chuva está tão linda! Podemos aproveitar!
Ele não respondeu. Pediu uma cerveja, e disse ao atendente que era "para aguentar a fila"...
Fiquei pensando... Tem gente tão de mal com a vida que precisa reclamar de alguma coisa para dar sentido ao seu dia! Porque chove, porque não chove, porque esfria, porque faz calor...
Seria tão bom se lembrássemos sempre do que Deus nos ensinou a dizer:
"Este é o dia que o Senhor nos fez! Alegremo-nos nele!"

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eu odeio a mentira...

Conheci uma pessoa engraçada...
Bom, na verdade "engraçada" é aquela qualidade que você dá para alguém que você não consegue definir... nem entender... Dizer que fulano é "engraçado" equivale a dizer que ele é tão diferente de você que para compreendê-lo, só por uma perspectiva bem diferente da sua, o que é, digamos, "engraçado"...
Mas essa pessoa era assim, engraçada. Gritava a plenos pulmões, para quem quisesse ouvir: "Eu odeio a mentira!" E era muito, mais muito severa com pequenos equívocos das pessoas a sua volta. Se alguém esquecia de fazer alguma coisa, a pessoa gritava: "Você mentiu para mim, e eu odeio a mentira!" Se alguém se atrasasse, mais uma gritaria: "Você prometeu chegar às 10 e são 10:15! Eu odeio gente mentirosa!"
E essa pessoa foi ficando cada dia mais sozinha, porque quem estava por perto, foi se afastando devagarinho dos gritos, das agressões, das acusações. Até mesmo quem tinha que ficar perto, ficou longe de algum modo.
E o mais curioso, ou o "engraçado", é que essa pessoa era a pessoa mais mentirosa que eu conheci! Daquelas pessoas que mentem por nada, para endossar uma opinião, para valorizar algo que pertence a ela, para dizer que o que ela fez foi super importante, e por aí vai... E mentia tanto que às vezes acreditava na própria história, como se vivesse numa realidade paralela.
Ontem eu conversei com uma amiga sobre isso e ela concluiu a frase que eu sempre ouvia "incompleta". A frase completa dessa pessoa não era "Eu odeio a mentira", mas o correto seria "Eu odeio a mentira que eu não conto..."
Na falta de palavra melhor, pessoa "engraçada" aquela...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aprendizado

Hoje uma baiana alegre, bem disposta, de sorriso fácil veio trabalhar na minha casa. Fez faxina com a mesma atenção que se daria ao polimento de uma jóia. Curtiu cada mancha que conseguiu retirar e me deu conselhos de como conservar a casa até a próxima vez que ela viesse. Riu muito, se encantou com coisas das crianças, sorriu de satisfação ao receber o telefonema da filha avisando que estava indo para a escola, e que estava tudo bem. Quase choramos de rir com as histórias de ônibus lotados que ela nos contou.
Ela só veio limpar a a minha casa. Mas eu aprendi com ela. Uma pessoa simples e sábia. Alguém que é capaz de se divertir dentro de um ônibus cheio, de observar as pessoas, de apaziguar as discussões. Alguém que corre atrás dos seus sonhos e consegue realizá-los um a um... um passo de cada vez.
Há muitas pessoas em nossa volta com coisas para nos ensinar. Cabe a nós termos olhos que vejam.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cheiro de chuva!

Eu gosto do cheiro de chuva.
Não sei dizer o porque, mas sentir o cheiro da terra molhada, da chuva fresca me dá uma indescritível sensação de paz!
Chuva tem cheiro de aconchego, de manta xadrez em tom de vermelho, de pipoca quentinha e chocolate quente em canecas coloridas.
Chuva tem cheiro de casa, de proteção, de envolvimento, de gente bem juntinho!
Minha família tem cheiro de chuva!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Eu gostava daquele lugar. Me sentia parte dele. Era como se ali fosse o meu lugar.
E de repente, num piscar de olhos, numa decisão de alguém menos sábio... Parece que tudo muda.
Me sinto estranha... Foi-se o meu sentido de pertencer àquele lugar. Continuo indo lá, todas as semanas como de costume, mas sinto que não sou mais parte daquele todo.
Eu tenho isso sempre presente. As situações mudam, e com elas mudam os sentimentos... O que parece tão sólido hoje, pode ser areia amanhã. O que é importante hoje que continuará sendo daqui a cinco, dez anos?
Gostaremos dos mesmos lugares?
Teremos os mesmos amigos?
Faremos as mesmas coisas que fazemos hoje?
O que será que existe hoje que não venha a ser mudado com o passar do tempo?

"Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará!
A vida vem em ondas como um mar
Num indo e vindo infinito..."
(Lulu Santos)

"Passarão os céus e a terra, mas minha Palavra não passará!"

"Seca-se a erva, caem as flores, porém a Palavra do nosso Deus subsiste eternamente!"
(Isaías 40:7)  


quarta-feira, 23 de março de 2011

Shopping

Hoje fui passear um pouco no shopping. Fazia bastante tempo que eu não fazia isso. Parei para tomar um café e fiquei observando as pessoas nas mesas ao meu redor.
Atrás de mim, uma mesa com mulheres de meia idade, sorridentes e arrumadíssimas! Bolsas chamativas, cabelos muito bem arrumados, e ares de rainhas ao pedirem quiches de brócolis e sucos exóticos. Falavam muito, e alto, de modo que era impossível não ouvir.
Os assuntos oscilavam entre o corpo da atriz tal, da coragem da fulana que queria ser natural e não colocou silicone ou botox. Falaram sobre praia, e contavam vantagens umas para as outras de modo geral. Traziam sacolas enormes de lojas caríssimas, que faziam questão de deixar em local visível.
Comecei a ficar impaciente porque estava ali há uns 20 minutos e ainda não havia sido atendida. Talvez eu devesse usar uma bolsa mais chamativa...
Havia um senhor de idade na mesa a minha frente. Ele percebeu que eu estava ali há bastante tempo e chamou uma garçonete, pedindo alguma coisa. Quando ela se aproximou, ele disse em tom discreto que "a senhora que está na mesa da frente está esperando há tempo e ninguém a atendeu ainda". Fiquei impressionada que ele tivesse observado, e ainda tivesse se importado. Olhei para ele e tentei sorrir em agradecimento, mas ele discreto, não olhou para minha mesa. E eu fui prontamente atendida.
Mais ao fundo do salão, havia uma mesa com senhoras bem idosas. Entre seus acessórios, xales e bengalas.Várias mostravam os cabelos completamente brancos, e não pareciam incomodadas com isso. Terminaram o café e saíram distribuindo olhares amáveis e sorrisos para todas as mesas ao redor. Apoiavam-se umas às outras estendendo a mão para que levantassem da cadeira ou caminhando de braços dados. A maioria caminhava com alguma dificuldade. Riam muito! Era gostoso ouvir! Uma delas parou para brincar com uma criança na mesa ao lado da minha. Algumas tinham pequenas sacolas de lojas infantis, fiquei imaginando que pensavam nos netinhos.
Comparei as mesas, e entendi que a maturidade traz mesmo sabedoria. E felicidade!

domingo, 20 de março de 2011

Sentir falta

É bom ter alguém que nos faz falta.
Quando menina, conheci uma família aonde as pessoas não sentiam falta umas das outras. Havia um certo alívio quando o marido saía para o trabalho, uma certa alegria quando a filha adolescente ia para a escola... Eu achava aquilo muito estranho! Porque família devia ser um lugar de amor, aonde cada um dos integrantes importa.
Esta semana meu marido viajou. Só dois dias, mas pareceram uma eternidade... A minha caçulinha chorou muito. O filho tentou ser o "homem da casa" e se esforçou para não chorar, mas falou do pai o tempo todo. A mais velha encheu os olhos de lágrimas quando colocou uma xícara a menos na mesa. Eu mal consegui dormir.
Sentimos falta. Muita falta! Em todas as pequenas coisas.
E lembrei daquela família, aonde a falta de alguém não fazia falta. Eles deviam ser muito tristes...
E concluí que sentir falta de alguém é uma bênção!

sábado, 19 de março de 2011

Às vezes as coisas dão errado. Mesmo quando a gente faz tudo certo. Quando isso acontece é de cortar o coração. A gente quer achar uma razão para que o que devia dar certo deu errado. E sofre.
Mas é sábio entender que nada escapa ao controle de Deus. E se Ele não nos abandona nunca, o que parece que deu errado, é na verdade o certo. É que nossa visão é limitada. Vemos partes. Ele vê o todo. Precisamos entender isso. Mesmo que corte o coração, às vezes...

"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira."
(Cecília Meireles)
Essa semana eu estava passando de carro e observei um rapaz na rua. Ele vinha andando cabisbaixo, ar preocupado, com um cigarro na boca, que tragava com uma ânsia tal que me chamou a atenção. Quando foi que nos tornamos reféns de coisas tão fúteis como a fumaça de um cigarro na esperança de achar algum conforto?
Fiquei com pena do rapaz. Há mais do que fumaça para nos preencher.