Ontem, véspera do dia dos pais, fui com as crianças ao shopping, buscar lembranças para os papais de nossa vida...
Numa loja de departmentos, fila imensa, lá estávamos nós, com uma blusinha para a caçula do grupo, e em dúvida entre dois presentes para o vovô: uma blusa e uma gravata, ambas em tom de violeta escuro, seu preferido. Não conseguíamos decidir, e eu queria trazer os dois, mas achei que ficaria um pouco mais caro do que eu tinha pretendido.
Quando decidimos pela gravata, uma senhora atrás de mim começou a elogiar a blusa, e aí nossa certeza voltou a virar dúvida. Resolvi trazer os dois presentes, mais o casaquinho, e fui atendida por uma espécie de gerente, acho... Com certeza ele não era caixa, porque não tinha a menor prática no que estava fazendo. Achei que fosse alguém que estivesse ajudando diante daquele movimento intenso, para que a fila andasse mais rápido, sei lá.
Ele passou o código de barras do casaquinho, da blusa, e enfiou tudo de um modo muito amassado dentro da sacola. Inclusive a gravata, que ele não havia registrado.
Ah! Perfeito!
Os presentes que eu queria, pelo preço que eu idealizei! Maravilha!
Sem chance...
Disse para o atendente: "você não cobrou a gravata!"
Ele fez um "hã" meio perplexo...
Repeti: "você não cobrou a gravata!" E acrescentei sorrindo: "Eu adoraria pagar menos, mas não seria correto."
O homem quase rosnou:
- Já vamos resolver esse problema...
Quase me senti culpada pela honestidade. Diante da fila imensa, achei que ele preferia que eu tivesse ido embora rápido, ao invés de "reclamar" para pagar mais alguma coisa. A pessoa atrás de mim na fila também suspirou impaciente.
Olhei para minhas crianças ao meu lado! O olhar de admiração e o sorriso da mais velha me fizeram sentir orgulho de estar fazendo a coisa certa. Paguei o valor correto, peguei as crianças pela mão e saí feliz, curtindo o sentimento de ser alguém no mundo disposto a fazer a diferença!
domingo, 14 de agosto de 2011
Honestidade
sexta-feira, 29 de julho de 2011
E Deus se lembrou...
Numa destas sextas feiras de férias, estava ouvindo uma mensagem no culto quando o pregador começou a falar sobre Abraão, e como ele conversava com Deus de modo pessoal e singular.
O Pastor então falou sobre a destruição de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18 e 19). Deus avisou a Abraão que aquelas cidades seriam destruídas, e Abraão começou a argumentar com Deus:
- Mas e se ali tiverem 50 justos?
E Deus responde que não destruirá a cidade por amor dos 50.
Abraão continua a dialogar com Deus:
- E se forem 45?
- Não a destruirei por amor dos 45.
E assim Abraão segue argumentando com Deus, até chegar ao número de 10 justos na cidade. Ao que Deus lhe responde:
- Não a destruirei por amor dos 10.
O interessante é que a preocupação de Abraão estava em Ló, seu sobrinho, a quem ele havia criado como um filho, e o amava! Mas Abraão não disse isso para Deus. Estava guardado em seu coração. Buscou "convencer" a Deus argumentando de outra forma.
Bom, o fato é que não havia 10 justos em Sodoma e Gomorra de modo que as cidades seriam mesmo destruídas.
E a bíblia narra um fato impressionantemente belo no versículo 29 do capítulo 19 de Gênesis:
"... lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição..."
Lembrou-se?
Mas Abraão não havia falado com Deus sobre Ló!
Esse é o nosso Deus! Ele se lembra das orações que nem tivemos coragem de fazer... Daquelas que ficaram no íntimo do nosso coração, das que não ousamos verbalizar, ou achamos que eram insignificantes demais para serem levadas a Deus.
Deus conhece todos os desejos do nosso coração.
E Ele se lembra de nós!
O Pastor então falou sobre a destruição de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18 e 19). Deus avisou a Abraão que aquelas cidades seriam destruídas, e Abraão começou a argumentar com Deus:
- Mas e se ali tiverem 50 justos?
E Deus responde que não destruirá a cidade por amor dos 50.
Abraão continua a dialogar com Deus:
- E se forem 45?
- Não a destruirei por amor dos 45.
E assim Abraão segue argumentando com Deus, até chegar ao número de 10 justos na cidade. Ao que Deus lhe responde:
- Não a destruirei por amor dos 10.
O interessante é que a preocupação de Abraão estava em Ló, seu sobrinho, a quem ele havia criado como um filho, e o amava! Mas Abraão não disse isso para Deus. Estava guardado em seu coração. Buscou "convencer" a Deus argumentando de outra forma.
Bom, o fato é que não havia 10 justos em Sodoma e Gomorra de modo que as cidades seriam mesmo destruídas.
E a bíblia narra um fato impressionantemente belo no versículo 29 do capítulo 19 de Gênesis:
"... lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição..."
Lembrou-se?
Mas Abraão não havia falado com Deus sobre Ló!
Esse é o nosso Deus! Ele se lembra das orações que nem tivemos coragem de fazer... Daquelas que ficaram no íntimo do nosso coração, das que não ousamos verbalizar, ou achamos que eram insignificantes demais para serem levadas a Deus.
Deus conhece todos os desejos do nosso coração.
E Ele se lembra de nós!
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Não te quero mais...
Lembro de vê-la pela primeira vez. Acho que a iluminação ajudou, mas achei-a linda! Ela sobressaía em meio às outras. Eu passava pelo mesmo lugar quase todos os dias só para vê-la. Vendo-a, pensava em como seria se ela fosse minha... Imaginava lugares onde podíamos ir juntos, pensava no que diriam meus amigos ao ver-me tão bem acompanhado! Além de linda, ela era elegante, discreta, e parecia uma companhia adequada para qualquer ocasião.
Eu queria que ela estivesse na minha casa... debaixo do meu teto... como se fosse minha propriedade, sempre ao alcance da minha mão.
Não medi esforços para que isso acontecesse. Flertei com ela por algum tempo, até que nossa união se consumou. Finalmente ela era minha! Tão linda! E assim saíamos juntos para todos os lugares. Muitas vezes ela me acompanhou ao trabalho, ao cinema, ao shopping, aos encontros com amigos. Acostumei tanto a tê-la comigo que era difícil pensar em estar sem ela. Quando saíamos juntos, muitos nos elogiavam, e eu sentia orgulho pelo bom gosto na escolha de minha companheira.
Mas o tempo foi passando... E eu não devo ter cuidado muito bem dela. Ela foi mostrando alguns sinais de cansaço, foi perdendo o brilho. Já não era tão linda...
E eu, comecei a pensar em substitui-la. Eu queria de novo uma companheira linda, que não mostrasse sinais do tempo, que fosse elegante e adequada, e imaginei que por mais que eu me esforçasse, seria muito mais trabalhoso tentar restituir o brilho da minha companheira. E comecei a olhar com atenção para outras, buscando aquela beleza que havia me encantado pela primeira vez, mas que eu não via mais na minha parceira. Já não era tão agradável sair com ela, especialmente quando eu a comparava com outras. Eu já não sentia orgulho de tê-la escolhido...
Desisti dela. Uma noite, sem palavras, olhei-a demoradamente no nosso quarto... E pensei no meu íntimo: "não te quero mais". E comecei a desejar e buscar outra companheira.
Essa história tem dois lados: o bom e o ruim. O bom é que se trata de uma ficção. Eu narrei uma história que conta como eu comprei uma linda bota de inverno, e do quanto eu gostava dela, até que percebi que ela já estava tão usada que não daria mais para consertá-la, e eu decidi que precisaria comprar outra.
O lado ruim é que a história de uma relação com um objeto de consumo, que tem tempo determinado, ou "prazo de validade" (afinal, o objeto só é útil enquanto serve ao propósito que temos para ele), pode ser a história de um relacionamento entre duas pessoas! Quantas vezes pessoas são descartadas como se fossem objetos? Quantos cônjuges são descartados quando a beleza já não é tão evidente, quando aparece uma opção mais elegante, bela e "adequada" ao estilo de vida?
Objetos envelhecem. Muitos se tornam inúteis...
Pessoas tem que ser vistas por outra perspectiva. Elas amadurecem. E o amadurecimento de uma relação pode ser delicioso, basta querer!
"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova". (Fernando Pessoa)
Eu queria que ela estivesse na minha casa... debaixo do meu teto... como se fosse minha propriedade, sempre ao alcance da minha mão.
Não medi esforços para que isso acontecesse. Flertei com ela por algum tempo, até que nossa união se consumou. Finalmente ela era minha! Tão linda! E assim saíamos juntos para todos os lugares. Muitas vezes ela me acompanhou ao trabalho, ao cinema, ao shopping, aos encontros com amigos. Acostumei tanto a tê-la comigo que era difícil pensar em estar sem ela. Quando saíamos juntos, muitos nos elogiavam, e eu sentia orgulho pelo bom gosto na escolha de minha companheira.
Mas o tempo foi passando... E eu não devo ter cuidado muito bem dela. Ela foi mostrando alguns sinais de cansaço, foi perdendo o brilho. Já não era tão linda...
E eu, comecei a pensar em substitui-la. Eu queria de novo uma companheira linda, que não mostrasse sinais do tempo, que fosse elegante e adequada, e imaginei que por mais que eu me esforçasse, seria muito mais trabalhoso tentar restituir o brilho da minha companheira. E comecei a olhar com atenção para outras, buscando aquela beleza que havia me encantado pela primeira vez, mas que eu não via mais na minha parceira. Já não era tão agradável sair com ela, especialmente quando eu a comparava com outras. Eu já não sentia orgulho de tê-la escolhido...
Desisti dela. Uma noite, sem palavras, olhei-a demoradamente no nosso quarto... E pensei no meu íntimo: "não te quero mais". E comecei a desejar e buscar outra companheira.
Essa história tem dois lados: o bom e o ruim. O bom é que se trata de uma ficção. Eu narrei uma história que conta como eu comprei uma linda bota de inverno, e do quanto eu gostava dela, até que percebi que ela já estava tão usada que não daria mais para consertá-la, e eu decidi que precisaria comprar outra.
O lado ruim é que a história de uma relação com um objeto de consumo, que tem tempo determinado, ou "prazo de validade" (afinal, o objeto só é útil enquanto serve ao propósito que temos para ele), pode ser a história de um relacionamento entre duas pessoas! Quantas vezes pessoas são descartadas como se fossem objetos? Quantos cônjuges são descartados quando a beleza já não é tão evidente, quando aparece uma opção mais elegante, bela e "adequada" ao estilo de vida?
Objetos envelhecem. Muitos se tornam inúteis...
Pessoas tem que ser vistas por outra perspectiva. Elas amadurecem. E o amadurecimento de uma relação pode ser delicioso, basta querer!
"A única maneira de teres sensações novas é construíres-te uma alma nova". (Fernando Pessoa)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Mídia e família
Estamos vivendo uma época de "culto ao consumo". Cada vez mais a sociedade valoriza o ter, mesmo que a pessoa "tenha que ter" coisas de que ela absolutamente não precisa.
Interessante é perceber que a maioria das nossas "necessidades urgentes" são geradas pela mídia. Coisas que você nunca imaginou precisar de repente fazem uma falta absurda na sua vida (mesmo que você nunca tenha percebido antes).
E aí eu penso sobre esse vazio intenso que cada ser humano carrega dentro de si. Na verdade um vazio do tamanho de Deus, e que portanto só pode ser preenchido por Ele. Mas a mídia tem aquela função de nos contar que seremos felizes e realizados se tivermos o carro tal, usarmos o perfume tal, ou formos clientes do banco tal, e por aí vai...
Para a mídia, quanto mais desestruturado e infeliz estiver o indivíduo, melhor! Ele vai consumir mais, para compensar suas frustrações, e eu penso que é por isso mesmo que a mídia investe tão pesadamente contra a família. A ideia é que as pessoas estejam sós, que as uniões sejam descartáveis, e que a família, sempre tida como a base da sociedade, esteja desestruturada. Essa desestruturação vai gerar... mais consumo!
Um indivíduo em família é mais reflexivo. Ele não consome por estar deprimido ou frustrado. Ele sabe que é amado por seu cônjuge e filhos, tem um papel no seu lar, então está ciente de sua importância pessoal. Ele vai consumir o que quer, e não o que a mídia "quer que ele queira".
Assim, tudo o que for contrário a unidade familiar, será amplamente propagado pela mídia! E de tanto bombardeio, muitas famílias sucumbem.
"É preciso estar atento e forte!"
Interessante é perceber que a maioria das nossas "necessidades urgentes" são geradas pela mídia. Coisas que você nunca imaginou precisar de repente fazem uma falta absurda na sua vida (mesmo que você nunca tenha percebido antes).
E aí eu penso sobre esse vazio intenso que cada ser humano carrega dentro de si. Na verdade um vazio do tamanho de Deus, e que portanto só pode ser preenchido por Ele. Mas a mídia tem aquela função de nos contar que seremos felizes e realizados se tivermos o carro tal, usarmos o perfume tal, ou formos clientes do banco tal, e por aí vai...
Para a mídia, quanto mais desestruturado e infeliz estiver o indivíduo, melhor! Ele vai consumir mais, para compensar suas frustrações, e eu penso que é por isso mesmo que a mídia investe tão pesadamente contra a família. A ideia é que as pessoas estejam sós, que as uniões sejam descartáveis, e que a família, sempre tida como a base da sociedade, esteja desestruturada. Essa desestruturação vai gerar... mais consumo!
Um indivíduo em família é mais reflexivo. Ele não consome por estar deprimido ou frustrado. Ele sabe que é amado por seu cônjuge e filhos, tem um papel no seu lar, então está ciente de sua importância pessoal. Ele vai consumir o que quer, e não o que a mídia "quer que ele queira".
Assim, tudo o que for contrário a unidade familiar, será amplamente propagado pela mídia! E de tanto bombardeio, muitas famílias sucumbem.
"É preciso estar atento e forte!"
domingo, 15 de maio de 2011
De mal com a vida.
Eu gosto muito dos dias de sol!
Gosto de abrir todas as janelas, cortinas, e deixar o sol entrar, inundando minha sala de luz! Especialmente nos dias mais frios, sentir o calor do sol é como um abraço amigo!
Mas gostar do sol não significa não gostar da chuva! Mesmo que dê mais trabalho sair num dia de chuva (pelos acessórios que a gente precisa carregar junto), o cheiro de terra molhada, e a sensação de aconchego e proximidade que a chuva traz, também são coisas lindas de sentir!
Por aqui, os dias tem estado muito secos. A baixa umidade do ar faz com que as alergias aflorem, a pele e cabelo ressequem, e em alguns lugares da cidade chega a faltar água.
Ontem choveu! Choveu muito!!!! Eu estava na Igreja, e comecei a ouvir o barulho da chuva na janela, e não demorou muito para o cheiro de terra molhada começar a invadir aquele ambiente. Que delícia!
No fim da reunião, um comentário: "que droga de chuva, só serve para arrepiar o cabelo da gente!"
(Na semana passada a mesma pessoa estava reclamando do ar seco...)
Mas a chuva não se incomodou com o comentário e continuou, noite adentro... Final da manhã seguinte, e a chuva farta, barulhenta, continuava sua função de regar a terra, sem se preocupar se estava ou não agradando.
Resolvemos comprar um frango assado e eu estava em baixo de um toldo, criando coragem para correr até o carro. Um amigo passou e brincou: "melhor molhado, do que molhado e machucado!" Diante daquele comentário, rapidamente saímos rindo para os carros, sentindo a chuva fria bater no rosto, e felizes!
Para comprar o frango, uma grande fila. Meu marido não conseguiu estacionar na frente, havia muito movimento. Com o carro parado do outro lado da rua, saí rapidamente para a loja e cheguei um tanto molhada. Um senhor na minha frente comentou: "Isso é hora de chover? Essa chuva atrapalha todo mundo!"
Eu sorri e disse para ele, de modo mais amável possível: "Mas diante da seca que tivemos nos últimos dias, eu acho que podemos considerar a chuva uma bênção, mesmo ficando um pouco molhados, não acha?"
Continuei sorrindo, enquanto ele pareceu um pouco decepcionado pela falta de apoio para falar mal da chuva... Ele concordou meio sem convicção, e ficou um tempo em silêncio. Ao final acrescentou:
- Está soprando agora, mas vai morder! Vai esfriar muito, e aquele frio seco... Não vai ficar assim, tranquilo, não!
Continuei sorrindo e acrescentei:
- Mas hoje a chuva está tão linda! Podemos aproveitar!
Ele não respondeu. Pediu uma cerveja, e disse ao atendente que era "para aguentar a fila"...
Fiquei pensando... Tem gente tão de mal com a vida que precisa reclamar de alguma coisa para dar sentido ao seu dia! Porque chove, porque não chove, porque esfria, porque faz calor...
Seria tão bom se lembrássemos sempre do que Deus nos ensinou a dizer:
Gosto de abrir todas as janelas, cortinas, e deixar o sol entrar, inundando minha sala de luz! Especialmente nos dias mais frios, sentir o calor do sol é como um abraço amigo!
Mas gostar do sol não significa não gostar da chuva! Mesmo que dê mais trabalho sair num dia de chuva (pelos acessórios que a gente precisa carregar junto), o cheiro de terra molhada, e a sensação de aconchego e proximidade que a chuva traz, também são coisas lindas de sentir!
Por aqui, os dias tem estado muito secos. A baixa umidade do ar faz com que as alergias aflorem, a pele e cabelo ressequem, e em alguns lugares da cidade chega a faltar água.
Ontem choveu! Choveu muito!!!! Eu estava na Igreja, e comecei a ouvir o barulho da chuva na janela, e não demorou muito para o cheiro de terra molhada começar a invadir aquele ambiente. Que delícia!
No fim da reunião, um comentário: "que droga de chuva, só serve para arrepiar o cabelo da gente!"
(Na semana passada a mesma pessoa estava reclamando do ar seco...)
Mas a chuva não se incomodou com o comentário e continuou, noite adentro... Final da manhã seguinte, e a chuva farta, barulhenta, continuava sua função de regar a terra, sem se preocupar se estava ou não agradando.
Resolvemos comprar um frango assado e eu estava em baixo de um toldo, criando coragem para correr até o carro. Um amigo passou e brincou: "melhor molhado, do que molhado e machucado!" Diante daquele comentário, rapidamente saímos rindo para os carros, sentindo a chuva fria bater no rosto, e felizes!
Para comprar o frango, uma grande fila. Meu marido não conseguiu estacionar na frente, havia muito movimento. Com o carro parado do outro lado da rua, saí rapidamente para a loja e cheguei um tanto molhada. Um senhor na minha frente comentou: "Isso é hora de chover? Essa chuva atrapalha todo mundo!"
Eu sorri e disse para ele, de modo mais amável possível: "Mas diante da seca que tivemos nos últimos dias, eu acho que podemos considerar a chuva uma bênção, mesmo ficando um pouco molhados, não acha?"
Continuei sorrindo, enquanto ele pareceu um pouco decepcionado pela falta de apoio para falar mal da chuva... Ele concordou meio sem convicção, e ficou um tempo em silêncio. Ao final acrescentou:
- Está soprando agora, mas vai morder! Vai esfriar muito, e aquele frio seco... Não vai ficar assim, tranquilo, não!
Continuei sorrindo e acrescentei:
- Mas hoje a chuva está tão linda! Podemos aproveitar!
Ele não respondeu. Pediu uma cerveja, e disse ao atendente que era "para aguentar a fila"...
Fiquei pensando... Tem gente tão de mal com a vida que precisa reclamar de alguma coisa para dar sentido ao seu dia! Porque chove, porque não chove, porque esfria, porque faz calor...
Seria tão bom se lembrássemos sempre do que Deus nos ensinou a dizer:
"Este é o dia que o Senhor nos fez! Alegremo-nos nele!"
terça-feira, 3 de maio de 2011
Mãe e filha
Hora do almoço. Estavam só as duas, mãe e filha. E sem nenhuma introdução, a filha começa a conversa:
- Mãe! Todas as minhas amigas já perguntaram isso para a mãe delas e eu quero que você responda para mim também.
Sentindo o olharzinho meio sem jeito da filha adolescente, a mãe responde com calma.
- Claro filha! Mamãe é antes de tudo sua amiga. O que você quer peguntar?
- Você ia ficar brava comigo se um dia eu dissesse que dei um beijo em algum garoto?
A mãe engoliu em seco...
- Filha... - com a maior naturalidade possível - depende muito da situação. Se você me dissesse que beijou um garoto da escola porque ele é bonitinho, porque todo mundo beija, ou por uma razão assim meio "nada a ver", eu ia achar que não foi uma atitude legal. Mas se você contasse que beijou alguém de quem você já gosta, com quem você tem um relacionamento, daí é meio diferente...
A filha pareceu estimulada pela resposta da mãe.
- Mãe, mas e se não fosse assim, um beijo, mas fosse "tipo assim", só um selinho?
A mãe começa a desconfiar daquela conversa.
- Filha, o que houve na escola hoje?
- Nada mãe!
- Você beijou alguém na escola?
- NÃO mãe!!!!
- Então você viu alguém beijar alguém?
- Também não, mããããããe!
- Filha, e porque mesmo esse assunto agora, no meio do almoço?
- Ah... porque eu queria saber se caso acontecesse comigo, se você ia ficar brava. Assim, se fosse um selinho, e se fosse num menino legal, assim, que gosta de mim, e eu dele...
A mãe pensou antes de responder.
- Filha, você é tão novinha. Acho meio cedo! Mas se acontecer, eu quero que você me conte, porque eu quero que você saiba que pode conversar comigo sobre qualquer coisa, tá bom?
- Tá bom mãe! - e ela acrescentou um suspiro de alívio.
A mãe ficou olhando... e a filha disparou:
- Mãe, e se eu desse um selinho no Joãozinho? Você sabe que ele gosta de mim... Eu gosto dele...
- Filha, você beijou o Joãozinho?
Meio envergonhada, a menina abaixou a cabeça e falou mais baixinho:
- Foi só um selinho, mãe... Uma brincadeira! Nem foi bem um beijo de verdade...
E a mãe, querendo fazer cara de seriedade, olhou nos olhos da sua menininha, que estava com as faces ruborizadas. A pequena baixou os olhos, e a mãe só conseguiu dizer entre lágrimas:
- Meu bebê já está uma mocinha!
E ali nasceu um elo de cumplicidade entre mãe e filha que jamais poderia ser quebrado.
- Mãe! Todas as minhas amigas já perguntaram isso para a mãe delas e eu quero que você responda para mim também.
Sentindo o olharzinho meio sem jeito da filha adolescente, a mãe responde com calma.
- Claro filha! Mamãe é antes de tudo sua amiga. O que você quer peguntar?
- Você ia ficar brava comigo se um dia eu dissesse que dei um beijo em algum garoto?
A mãe engoliu em seco...
- Filha... - com a maior naturalidade possível - depende muito da situação. Se você me dissesse que beijou um garoto da escola porque ele é bonitinho, porque todo mundo beija, ou por uma razão assim meio "nada a ver", eu ia achar que não foi uma atitude legal. Mas se você contasse que beijou alguém de quem você já gosta, com quem você tem um relacionamento, daí é meio diferente...
A filha pareceu estimulada pela resposta da mãe.
- Mãe, mas e se não fosse assim, um beijo, mas fosse "tipo assim", só um selinho?
A mãe começa a desconfiar daquela conversa.
- Filha, o que houve na escola hoje?
- Nada mãe!
- Você beijou alguém na escola?
- NÃO mãe!!!!
- Então você viu alguém beijar alguém?
- Também não, mããããããe!
- Filha, e porque mesmo esse assunto agora, no meio do almoço?
- Ah... porque eu queria saber se caso acontecesse comigo, se você ia ficar brava. Assim, se fosse um selinho, e se fosse num menino legal, assim, que gosta de mim, e eu dele...
A mãe pensou antes de responder.
- Filha, você é tão novinha. Acho meio cedo! Mas se acontecer, eu quero que você me conte, porque eu quero que você saiba que pode conversar comigo sobre qualquer coisa, tá bom?
- Tá bom mãe! - e ela acrescentou um suspiro de alívio.
A mãe ficou olhando... e a filha disparou:
- Mãe, e se eu desse um selinho no Joãozinho? Você sabe que ele gosta de mim... Eu gosto dele...
- Filha, você beijou o Joãozinho?
Meio envergonhada, a menina abaixou a cabeça e falou mais baixinho:
- Foi só um selinho, mãe... Uma brincadeira! Nem foi bem um beijo de verdade...
E a mãe, querendo fazer cara de seriedade, olhou nos olhos da sua menininha, que estava com as faces ruborizadas. A pequena baixou os olhos, e a mãe só conseguiu dizer entre lágrimas:
- Meu bebê já está uma mocinha!
E ali nasceu um elo de cumplicidade entre mãe e filha que jamais poderia ser quebrado.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Eu odeio a mentira...
Conheci uma pessoa engraçada...
Bom, na verdade "engraçada" é aquela qualidade que você dá para alguém que você não consegue definir... nem entender... Dizer que fulano é "engraçado" equivale a dizer que ele é tão diferente de você que para compreendê-lo, só por uma perspectiva bem diferente da sua, o que é, digamos, "engraçado"...
Mas essa pessoa era assim, engraçada. Gritava a plenos pulmões, para quem quisesse ouvir: "Eu odeio a mentira!" E era muito, mais muito severa com pequenos equívocos das pessoas a sua volta. Se alguém esquecia de fazer alguma coisa, a pessoa gritava: "Você mentiu para mim, e eu odeio a mentira!" Se alguém se atrasasse, mais uma gritaria: "Você prometeu chegar às 10 e são 10:15! Eu odeio gente mentirosa!"
E essa pessoa foi ficando cada dia mais sozinha, porque quem estava por perto, foi se afastando devagarinho dos gritos, das agressões, das acusações. Até mesmo quem tinha que ficar perto, ficou longe de algum modo.
E o mais curioso, ou o "engraçado", é que essa pessoa era a pessoa mais mentirosa que eu conheci! Daquelas pessoas que mentem por nada, para endossar uma opinião, para valorizar algo que pertence a ela, para dizer que o que ela fez foi super importante, e por aí vai... E mentia tanto que às vezes acreditava na própria história, como se vivesse numa realidade paralela.
Ontem eu conversei com uma amiga sobre isso e ela concluiu a frase que eu sempre ouvia "incompleta". A frase completa dessa pessoa não era "Eu odeio a mentira", mas o correto seria "Eu odeio a mentira que eu não conto..."
Na falta de palavra melhor, pessoa "engraçada" aquela...
Bom, na verdade "engraçada" é aquela qualidade que você dá para alguém que você não consegue definir... nem entender... Dizer que fulano é "engraçado" equivale a dizer que ele é tão diferente de você que para compreendê-lo, só por uma perspectiva bem diferente da sua, o que é, digamos, "engraçado"...
Mas essa pessoa era assim, engraçada. Gritava a plenos pulmões, para quem quisesse ouvir: "Eu odeio a mentira!" E era muito, mais muito severa com pequenos equívocos das pessoas a sua volta. Se alguém esquecia de fazer alguma coisa, a pessoa gritava: "Você mentiu para mim, e eu odeio a mentira!" Se alguém se atrasasse, mais uma gritaria: "Você prometeu chegar às 10 e são 10:15! Eu odeio gente mentirosa!"
E essa pessoa foi ficando cada dia mais sozinha, porque quem estava por perto, foi se afastando devagarinho dos gritos, das agressões, das acusações. Até mesmo quem tinha que ficar perto, ficou longe de algum modo.
E o mais curioso, ou o "engraçado", é que essa pessoa era a pessoa mais mentirosa que eu conheci! Daquelas pessoas que mentem por nada, para endossar uma opinião, para valorizar algo que pertence a ela, para dizer que o que ela fez foi super importante, e por aí vai... E mentia tanto que às vezes acreditava na própria história, como se vivesse numa realidade paralela.
Ontem eu conversei com uma amiga sobre isso e ela concluiu a frase que eu sempre ouvia "incompleta". A frase completa dessa pessoa não era "Eu odeio a mentira", mas o correto seria "Eu odeio a mentira que eu não conto..."
Na falta de palavra melhor, pessoa "engraçada" aquela...
terça-feira, 19 de abril de 2011
Aprendizado
Hoje uma baiana alegre, bem disposta, de sorriso fácil veio trabalhar na minha casa. Fez faxina com a mesma atenção que se daria ao polimento de uma jóia. Curtiu cada mancha que conseguiu retirar e me deu conselhos de como conservar a casa até a próxima vez que ela viesse. Riu muito, se encantou com coisas das crianças, sorriu de satisfação ao receber o telefonema da filha avisando que estava indo para a escola, e que estava tudo bem. Quase choramos de rir com as histórias de ônibus lotados que ela nos contou.
Ela só veio limpar a a minha casa. Mas eu aprendi com ela. Uma pessoa simples e sábia. Alguém que é capaz de se divertir dentro de um ônibus cheio, de observar as pessoas, de apaziguar as discussões. Alguém que corre atrás dos seus sonhos e consegue realizá-los um a um... um passo de cada vez.
Há muitas pessoas em nossa volta com coisas para nos ensinar. Cabe a nós termos olhos que vejam.
Ela só veio limpar a a minha casa. Mas eu aprendi com ela. Uma pessoa simples e sábia. Alguém que é capaz de se divertir dentro de um ônibus cheio, de observar as pessoas, de apaziguar as discussões. Alguém que corre atrás dos seus sonhos e consegue realizá-los um a um... um passo de cada vez.
Há muitas pessoas em nossa volta com coisas para nos ensinar. Cabe a nós termos olhos que vejam.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Propósito Firme
Esta semana eu li um versículo que ficou "ecoando" na minha mente por um bom tempo:
"Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque Ele confia em Ti!" (Is.26:3)
Fiquei pensando sobre o propósito firme. Temos tantos propósitos em nossa vida (ser uma boa esposa e mãe, terminar o mestrado, objetivos profissionais, etc.). Entre tantas coisas do viver diário me pareceu muito complicado pensar em um propósito firme, como sendo o único da minha vida.
Pensei no versículo que diz "buscai em primeiro o Seu reino e a Sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas". Seria este o meu propósito firme?
Hoje, durante o tempo de louvor, no culto, fui levada carinhosamente pelo Senhor a lembrar qual o meu propósito nesta vida. Sim! Nós fomos criados com um propósito! Nós fomos criados "para o louvor da Sua glória"! E ao cantarmos "Pra te adorar ó Rei dos reis, foi que eu nasci, ó Rei Jesus..." entendi claramente que quando o nosso propósito é o de adorar ao Senhor, nós podemos caminhar em perfeita paz, porque Ele cuida de nós!
Momentos de alegria, adore ao Senhor!
Momentos de tribulação, adore ao Senhor!
"E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os nossos corações e mentes em Cristo Jesus!"
Adorar ao Senhor! Esse é o meu propósito!
"Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque Ele confia em Ti!" (Is.26:3)
Fiquei pensando sobre o propósito firme. Temos tantos propósitos em nossa vida (ser uma boa esposa e mãe, terminar o mestrado, objetivos profissionais, etc.). Entre tantas coisas do viver diário me pareceu muito complicado pensar em um propósito firme, como sendo o único da minha vida.
Pensei no versículo que diz "buscai em primeiro o Seu reino e a Sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas". Seria este o meu propósito firme?
Hoje, durante o tempo de louvor, no culto, fui levada carinhosamente pelo Senhor a lembrar qual o meu propósito nesta vida. Sim! Nós fomos criados com um propósito! Nós fomos criados "para o louvor da Sua glória"! E ao cantarmos "Pra te adorar ó Rei dos reis, foi que eu nasci, ó Rei Jesus..." entendi claramente que quando o nosso propósito é o de adorar ao Senhor, nós podemos caminhar em perfeita paz, porque Ele cuida de nós!
Momentos de alegria, adore ao Senhor!
Momentos de tribulação, adore ao Senhor!
"E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os nossos corações e mentes em Cristo Jesus!"
Adorar ao Senhor! Esse é o meu propósito!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Palavras cantadas!
Eu estive em um encontro neste fim de semana. Um dos momentos incluía receber cartas com mensagens de amigos. Meu marido contactou vários amigos para que fizessem isso, e eu recebi muitas cartas de gente querida, que me deixaram emocionadíssima.
Uma destas cartas foi muito singular! Essa minha amiga conseguiu se expressar usando frases de canções de MPB, muitas que inclusive já cantamos juntas.
Bem lindo, vale a pena vocês verem o texto!
Eu vou te contar, amiga, os olhos já nem podem ver, coisas que só o coração pode entender que eu tenho tanto pra falar, mas com palavras não sei dizer, então recorri às músicas e caminhando contra o tempo, sem lenço e sem documento, descobri que hoje eu ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já chorei demais e nestes choros você esteve presente me amparando com sua amizade.
Nos momentos tão pequenos de nós duas (digo que são coisas muito grandes pra esquecer), você sempre presente compartilhando com sua alegria inefável.
Hoje conheço as pedras do caminho e sei também que ali sozinha eu vou ficar tanto pior se não tiver você como amiga, com uma palavra de carinho, com seu bom humor, com sua força, você é esta força que alerta, você é uma mulher que merece viver e amar como outra qualquer do planeta, é a dose mais forte e lenta de uma gente que ri quando deve chorar, diante de todas as lutas em sua vida.
E quando precisa puxar a orelha você diz: Deixe de manha, esse papo seu tá qualquer coisa e você já tá pra lá de Teerã, abra suas asas, solte suas feras e depois mande notícias do lado de lá.
Você é professora querida que tem a voz que canta uma canção e se for preciso canta um hino, você tem o pé que dança um samba e se for preciso, vai à luta, é a guerreira, é a mulher virtuosa, é a auxiliadora, é a amiga!
Mas é preciso ter manha com as crianças, é preciso ter graça com as pessoas, é preciso ter sonho sempre e você tem sonhos e planos e isto em conjunto com a família.
Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé em Deus e na vida e você tem essa fé que faz as coisas acontecerem, a fé que mesmo acreditando contra sabe que vai dar certo.
Você é aquela amiga para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração.
Lessa Maiorani
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Cheiro de chuva!
Eu gosto do cheiro de chuva.
Não sei dizer o porque, mas sentir o cheiro da terra molhada, da chuva fresca me dá uma indescritível sensação de paz!
Chuva tem cheiro de aconchego, de manta xadrez em tom de vermelho, de pipoca quentinha e chocolate quente em canecas coloridas.
Chuva tem cheiro de casa, de proteção, de envolvimento, de gente bem juntinho!
Minha família tem cheiro de chuva!
Não sei dizer o porque, mas sentir o cheiro da terra molhada, da chuva fresca me dá uma indescritível sensação de paz!
Chuva tem cheiro de aconchego, de manta xadrez em tom de vermelho, de pipoca quentinha e chocolate quente em canecas coloridas.
Chuva tem cheiro de casa, de proteção, de envolvimento, de gente bem juntinho!
Minha família tem cheiro de chuva!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Eu gostava daquele lugar. Me sentia parte dele. Era como se ali fosse o meu lugar.
E de repente, num piscar de olhos, numa decisão de alguém menos sábio... Parece que tudo muda.
Me sinto estranha... Foi-se o meu sentido de pertencer àquele lugar. Continuo indo lá, todas as semanas como de costume, mas sinto que não sou mais parte daquele todo.
Eu tenho isso sempre presente. As situações mudam, e com elas mudam os sentimentos... O que parece tão sólido hoje, pode ser areia amanhã. O que é importante hoje que continuará sendo daqui a cinco, dez anos?
Gostaremos dos mesmos lugares?
Teremos os mesmos amigos?
Faremos as mesmas coisas que fazemos hoje?
O que será que existe hoje que não venha a ser mudado com o passar do tempo?
E de repente, num piscar de olhos, numa decisão de alguém menos sábio... Parece que tudo muda.
Me sinto estranha... Foi-se o meu sentido de pertencer àquele lugar. Continuo indo lá, todas as semanas como de costume, mas sinto que não sou mais parte daquele todo.
Eu tenho isso sempre presente. As situações mudam, e com elas mudam os sentimentos... O que parece tão sólido hoje, pode ser areia amanhã. O que é importante hoje que continuará sendo daqui a cinco, dez anos?
Gostaremos dos mesmos lugares?
Teremos os mesmos amigos?
Faremos as mesmas coisas que fazemos hoje?
O que será que existe hoje que não venha a ser mudado com o passar do tempo?
"Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará!
A vida vem em ondas como um mar
Num indo e vindo infinito..."
(Lulu Santos)
"Passarão os céus e a terra, mas minha Palavra não passará!"
"Seca-se a erva, caem as flores, porém a Palavra do nosso Deus subsiste eternamente!"
(Isaías 40:7)
sábado, 26 de março de 2011
Ela cansou.
Não é que não o amasse, ela simplesmente não podia mais.
Durante anos cuidou dele, com dedicação e carinho.
Lutou contra dificuldades financeiras, enfrentou a doença com determinação.
Até que as coisas se tornaram além do que ela podia suportar.
Já não era tão jovem... ela cansou.
No fundo, no secreto de sua alma, pensava que se Deus o levasse seria melhor para os dois.
Por outro lado, temia não conseguir continuar sozinha, depois de tantos anos em função dele.
Há anos eram assim, só os dois, e todos acreditando que ela daria conta.
Mas ela cansou... e ele percebendo o cansaço dela, desistiu.
Afinal, era o vigor dela que o mantinha vivo.
Assim, aos pouquinhos seu corpo foi parando de funcionar.
Como que para dar tempo para ela se acostumar.
Ele se foi... e ela nem conseguiu chorar...
Estava muito cansada.
Não é que não o amasse, ela simplesmente não podia mais.
Durante anos cuidou dele, com dedicação e carinho.
Lutou contra dificuldades financeiras, enfrentou a doença com determinação.
Até que as coisas se tornaram além do que ela podia suportar.
Já não era tão jovem... ela cansou.
No fundo, no secreto de sua alma, pensava que se Deus o levasse seria melhor para os dois.
Por outro lado, temia não conseguir continuar sozinha, depois de tantos anos em função dele.
Há anos eram assim, só os dois, e todos acreditando que ela daria conta.
Mas ela cansou... e ele percebendo o cansaço dela, desistiu.
Afinal, era o vigor dela que o mantinha vivo.
Assim, aos pouquinhos seu corpo foi parando de funcionar.
Como que para dar tempo para ela se acostumar.
Ele se foi... e ela nem conseguiu chorar...
Estava muito cansada.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Eu era bem pequena, mas me lembro. Aconteceu alguma coisa no colégio que me deixou arrasada. Lembro de chorar alto enquanto dizia "ninguém gosta de mim!" Algumas crianças estavam rindo. Ela, uma das minhas colegas, chegou perto de mim, muito séria, e sentenciou: "eu gosto de você." Ela disse com tanta convicção, que não deixou espaço para dúvidas. E eu parei de chorar...
Eu devia ter mais ou menos 7 anos de idade quando isso aconteceu. Eu nunca esqueci. Ela não era uma amiga muito próxima, mas aquela declaração fez toda a diferença naquele dia. Mostrar amor para alguém pode mudar uma situação triste. Mesmo depois de adultos.
Eu devia ter mais ou menos 7 anos de idade quando isso aconteceu. Eu nunca esqueci. Ela não era uma amiga muito próxima, mas aquela declaração fez toda a diferença naquele dia. Mostrar amor para alguém pode mudar uma situação triste. Mesmo depois de adultos.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Shopping
Hoje fui passear um pouco no shopping. Fazia bastante tempo que eu não fazia isso. Parei para tomar um café e fiquei observando as pessoas nas mesas ao meu redor.
Atrás de mim, uma mesa com mulheres de meia idade, sorridentes e arrumadíssimas! Bolsas chamativas, cabelos muito bem arrumados, e ares de rainhas ao pedirem quiches de brócolis e sucos exóticos. Falavam muito, e alto, de modo que era impossível não ouvir.
Os assuntos oscilavam entre o corpo da atriz tal, da coragem da fulana que queria ser natural e não colocou silicone ou botox. Falaram sobre praia, e contavam vantagens umas para as outras de modo geral. Traziam sacolas enormes de lojas caríssimas, que faziam questão de deixar em local visível.
Comecei a ficar impaciente porque estava ali há uns 20 minutos e ainda não havia sido atendida. Talvez eu devesse usar uma bolsa mais chamativa...
Havia um senhor de idade na mesa a minha frente. Ele percebeu que eu estava ali há bastante tempo e chamou uma garçonete, pedindo alguma coisa. Quando ela se aproximou, ele disse em tom discreto que "a senhora que está na mesa da frente está esperando há tempo e ninguém a atendeu ainda". Fiquei impressionada que ele tivesse observado, e ainda tivesse se importado. Olhei para ele e tentei sorrir em agradecimento, mas ele discreto, não olhou para minha mesa. E eu fui prontamente atendida.
Mais ao fundo do salão, havia uma mesa com senhoras bem idosas. Entre seus acessórios, xales e bengalas.Várias mostravam os cabelos completamente brancos, e não pareciam incomodadas com isso. Terminaram o café e saíram distribuindo olhares amáveis e sorrisos para todas as mesas ao redor. Apoiavam-se umas às outras estendendo a mão para que levantassem da cadeira ou caminhando de braços dados. A maioria caminhava com alguma dificuldade. Riam muito! Era gostoso ouvir! Uma delas parou para brincar com uma criança na mesa ao lado da minha. Algumas tinham pequenas sacolas de lojas infantis, fiquei imaginando que pensavam nos netinhos.
Comparei as mesas, e entendi que a maturidade traz mesmo sabedoria. E felicidade!
Atrás de mim, uma mesa com mulheres de meia idade, sorridentes e arrumadíssimas! Bolsas chamativas, cabelos muito bem arrumados, e ares de rainhas ao pedirem quiches de brócolis e sucos exóticos. Falavam muito, e alto, de modo que era impossível não ouvir.
Os assuntos oscilavam entre o corpo da atriz tal, da coragem da fulana que queria ser natural e não colocou silicone ou botox. Falaram sobre praia, e contavam vantagens umas para as outras de modo geral. Traziam sacolas enormes de lojas caríssimas, que faziam questão de deixar em local visível.
Comecei a ficar impaciente porque estava ali há uns 20 minutos e ainda não havia sido atendida. Talvez eu devesse usar uma bolsa mais chamativa...
Havia um senhor de idade na mesa a minha frente. Ele percebeu que eu estava ali há bastante tempo e chamou uma garçonete, pedindo alguma coisa. Quando ela se aproximou, ele disse em tom discreto que "a senhora que está na mesa da frente está esperando há tempo e ninguém a atendeu ainda". Fiquei impressionada que ele tivesse observado, e ainda tivesse se importado. Olhei para ele e tentei sorrir em agradecimento, mas ele discreto, não olhou para minha mesa. E eu fui prontamente atendida.
Mais ao fundo do salão, havia uma mesa com senhoras bem idosas. Entre seus acessórios, xales e bengalas.Várias mostravam os cabelos completamente brancos, e não pareciam incomodadas com isso. Terminaram o café e saíram distribuindo olhares amáveis e sorrisos para todas as mesas ao redor. Apoiavam-se umas às outras estendendo a mão para que levantassem da cadeira ou caminhando de braços dados. A maioria caminhava com alguma dificuldade. Riam muito! Era gostoso ouvir! Uma delas parou para brincar com uma criança na mesa ao lado da minha. Algumas tinham pequenas sacolas de lojas infantis, fiquei imaginando que pensavam nos netinhos.
Comparei as mesas, e entendi que a maturidade traz mesmo sabedoria. E felicidade!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Eu tenho uma amiga que casou e foi morar nos EUA. Nós nos conhecemos desde os tempos de adolescentes. No perfil dela, no orkut, ela escreveu um texto que acho muito legal mesmo!
Na verdade, se eu tivesse a disciplina que se requer de um escritor eu adoraria fazer uma série de livros com o título:
"Tudo o que vc queria saber sobre como ser educado e conveniente e sua mãe nunca te ensinou."
Ia ter capítulos sobre:
O que não perguntar para uma pessoa solteira.
O que não perguntar para um casal que já está casado há algum tempo e ainda não tem filhos.
O que não dizer a uma mulher grávida.
O que não perguntar aos pais de uma criança com alguma patologia evidente.
O problema de escrever livros assim, é que quem REALMENTE precisa lê-los jamais os leria. Porque por definição, essas pessoas não têm semancol. Portanto elas veriam esses livros como supérfluos ou bons para outra pessoa...
Ou seja: acostume-se a viver com pessoas inconvenientes.
"Até o tolo quando se cala é tido por sábio" - Provérbios 17:28
Na verdade, se eu tivesse a disciplina que se requer de um escritor eu adoraria fazer uma série de livros com o título:
"Tudo o que vc queria saber sobre como ser educado e conveniente e sua mãe nunca te ensinou."
Ia ter capítulos sobre:
O que não perguntar para uma pessoa solteira.
O que não perguntar para um casal que já está casado há algum tempo e ainda não tem filhos.
O que não dizer a uma mulher grávida.
O que não perguntar aos pais de uma criança com alguma patologia evidente.
O problema de escrever livros assim, é que quem REALMENTE precisa lê-los jamais os leria. Porque por definição, essas pessoas não têm semancol. Portanto elas veriam esses livros como supérfluos ou bons para outra pessoa...
Ou seja: acostume-se a viver com pessoas inconvenientes.
"Até o tolo quando se cala é tido por sábio" - Provérbios 17:28
Cinthia Bradasch Williamson
domingo, 20 de março de 2011
Sentir falta
É bom ter alguém que nos faz falta.
Quando menina, conheci uma família aonde as pessoas não sentiam falta umas das outras. Havia um certo alívio quando o marido saía para o trabalho, uma certa alegria quando a filha adolescente ia para a escola... Eu achava aquilo muito estranho! Porque família devia ser um lugar de amor, aonde cada um dos integrantes importa.
Esta semana meu marido viajou. Só dois dias, mas pareceram uma eternidade... A minha caçulinha chorou muito. O filho tentou ser o "homem da casa" e se esforçou para não chorar, mas falou do pai o tempo todo. A mais velha encheu os olhos de lágrimas quando colocou uma xícara a menos na mesa. Eu mal consegui dormir.
Sentimos falta. Muita falta! Em todas as pequenas coisas.
E lembrei daquela família, aonde a falta de alguém não fazia falta. Eles deviam ser muito tristes...
E concluí que sentir falta de alguém é uma bênção!
Quando menina, conheci uma família aonde as pessoas não sentiam falta umas das outras. Havia um certo alívio quando o marido saía para o trabalho, uma certa alegria quando a filha adolescente ia para a escola... Eu achava aquilo muito estranho! Porque família devia ser um lugar de amor, aonde cada um dos integrantes importa.
Esta semana meu marido viajou. Só dois dias, mas pareceram uma eternidade... A minha caçulinha chorou muito. O filho tentou ser o "homem da casa" e se esforçou para não chorar, mas falou do pai o tempo todo. A mais velha encheu os olhos de lágrimas quando colocou uma xícara a menos na mesa. Eu mal consegui dormir.
Sentimos falta. Muita falta! Em todas as pequenas coisas.
E lembrei daquela família, aonde a falta de alguém não fazia falta. Eles deviam ser muito tristes...
E concluí que sentir falta de alguém é uma bênção!
sábado, 19 de março de 2011
Às vezes as coisas dão errado. Mesmo quando a gente faz tudo certo. Quando isso acontece é de cortar o coração. A gente quer achar uma razão para que o que devia dar certo deu errado. E sofre.
Mas é sábio entender que nada escapa ao controle de Deus. E se Ele não nos abandona nunca, o que parece que deu errado, é na verdade o certo. É que nossa visão é limitada. Vemos partes. Ele vê o todo. Precisamos entender isso. Mesmo que corte o coração, às vezes...
"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira."
(Cecília Meireles)
Mas é sábio entender que nada escapa ao controle de Deus. E se Ele não nos abandona nunca, o que parece que deu errado, é na verdade o certo. É que nossa visão é limitada. Vemos partes. Ele vê o todo. Precisamos entender isso. Mesmo que corte o coração, às vezes...
"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira."
(Cecília Meireles)
Essa semana eu estava passando de carro e observei um rapaz na rua. Ele vinha andando cabisbaixo, ar preocupado, com um cigarro na boca, que tragava com uma ânsia tal que me chamou a atenção. Quando foi que nos tornamos reféns de coisas tão fúteis como a fumaça de um cigarro na esperança de achar algum conforto?
Fiquei com pena do rapaz. Há mais do que fumaça para nos preencher.
Fiquei com pena do rapaz. Há mais do que fumaça para nos preencher.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Vovô!
Meu avô foi uma das pessoas mais fascinantes que conheci! Um paraibano alegre, advogado respeitado, profissional dedicado, que virava criança para brincar com os netos! Ah, como essas coisas deixam saudade...
Lembrando do vovô, escrevi um conto para um concurso, e vou postá-lo aqui para vocês. Escrevi como conto, mas é verdade verdadeira!
“Posso entrar no paraíso?”
Lembrando do vovô, escrevi um conto para um concurso, e vou postá-lo aqui para vocês. Escrevi como conto, mas é verdade verdadeira!
POSSO ENTRAR NO PARAÍSO?
“Posso entrar no paraíso?”
Essa era a frase que eu ouvia nos fins de tarde, na casa dos meus avós. Voltando do trabalho, meu avô não usava a chave da casa, tocava a campainha. Minha avó, que naquele horário já parecia estar numa alegre expectativa, corria para atender a porta. Mal ela abria, o vovô sorria para ela perguntando:
- Posso entrar no paraíso?
E a vovó, escancarando a porta:
- Pode entrar!
E o vovô dizia para ela:
- Mas no paraíso tem “superdeusa”!
- Não tem problema -respondia a vovó entre sorrisos- a superdeusa deixa você entrar!
E assim o vovô entrava e a casa se enchia de um carinho contagiante entre os dois. Era uma paz tão perfeita que eu fazia o possível para não fazer barulho, como se ficando quietinha eu conseguisse parar o tempo, permanecendo criança e perfeitamente segura naquele paraíso.
Vovô e vovó não se cansavam daquela terna brincadeira que parecia colorir o fim de tarde, mesmo depois do dia cansativo de trabalho, do trânsito e das preocupações diárias.
Eu admirava o relacionamento dos meus avós. Vovô era um paraibano de fortes convicções. Muito jovem, ele se apaixonou pela vovó, que com 18 anos já era viúva e mãe de três filhas. Vovô era filho de uma família rica, e quando anunciou o casamento, foi deserdado pelo pai, este achava inaceitável que o patrimônio da família fosse repartido com as três filhas da vovó.
O fato não abalou o amor dos dois. Casaram-se, tiveram mais dois filhos e venceram as dificuldades financeiras com trabalho honesto. Advogado, conhecido pela reputação irretocável, vovô estabeleceu-se no Rio de Janeiro.
Ele era definitivamente um homem feliz. Eu o ouvia cantar canções nordestinas, que ele dizia ter aprendido na infância, às vezes ele me contava sobre a seca no sertão e sobre sua infância. Aquelas histórias me ensinavam valores preciosos!
Pela manhã, também havia um “ritual” entre ele e a vovó. Vovô ia para o trabalho de metrô, a vovó se sentava ao lado do telefone lendo o jornal ou fazendo palavras cruzadas até que o vovô telefonasse, que era a primeira coisa que ele fazia ao chegar ao escritório. Ela perguntava:
- Já chegou?
E ele respondia sempre:
- Não, ainda estou “metropolitando”...
Essa frase fazia a vovó gargalhar. Eu achava estranho que a vovó risse sempre da mesma coisa. Anos mais tarde eu entendi que não era a frase repetida que a fazia rir, mas era ouvir a voz do vovô que a fazia feliz!
Mas todo aquele colorido tornou-se repentinamente preto e branco. Meu tio, o caçula dos meus avós, teve uma morte trágica em um assalto no Rio de Janeiro. Vovô nunca mais foi o mesmo...
Não mais cantou; entrava em casa quieto e ia para o quarto, chorava como criança. Nestes dias mais tristes eu tentava distraí-lo contando histórias e falando sobre outros assuntos. Ele ouvia, mas o brilho dos seus lindos olhos verdes se fora.
Não muito tempo depois, a tristeza acabou por fazer seu corpo adoecer, a doença o devastou e ele se foi, numa véspera de Natal, para tristeza e saudade de seus filhos e netos.
Vovó não conseguiu superar a ausência dele. Poucas vezes a vi chorar, mas em seus olhos havia uma dor profunda, quase palpável. Então definhou, desistiu de viver... preferiu encontrar-se com o vovô.
E eu sempre imagino o vovô chegando ao céu e perguntando para Deus:
- Posso entrar no Paraíso?
E Deus escancarando a porta diria:
- Pode entrar!
Vovô provavelmente diria para Deus:
- Mas no paraíso tem “superdeus”!
Ao que Deus responderia, sorrindo:
- Não tem problema, Eu deixo você entrar!
Início do Blog
Pois é...
Às vezes eu me pego pensando sobre os fatos do dia a dia, sobre o mundo em que vivemos e sobre pessoas de modo geral. Amo pessoas! Me entristece ver que ultimamente tantas pessoas parecem tão sozinhas, tão tristes, tão vazias...
E eu resolvi começar a escrever sobre pessoas... as do meu convívio próximo, as da minha família, as amigas, as conhecidas, e as que nem conheço, mas que de uma ou outra forma cruzam o meu caminho.
Uma vez eu ouvi de uma professora que admiro muito que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e uma das características do nosso Deus é que Ele é capaz de trazer "ordem e beleza ao caos". Afinal, a terra era sem forma e vazia e Ele disse "haja luz" e assim se fez. E se nós somos a imagem e semelhança de Deus, também podemos trazer ordem e beleza ao caos que se encontra ao nosso redor. Eu gosto dessa ideia!
Espero que possamos trocar pensamentos legais por aqui!
Às vezes eu me pego pensando sobre os fatos do dia a dia, sobre o mundo em que vivemos e sobre pessoas de modo geral. Amo pessoas! Me entristece ver que ultimamente tantas pessoas parecem tão sozinhas, tão tristes, tão vazias...
E eu resolvi começar a escrever sobre pessoas... as do meu convívio próximo, as da minha família, as amigas, as conhecidas, e as que nem conheço, mas que de uma ou outra forma cruzam o meu caminho.
Uma vez eu ouvi de uma professora que admiro muito que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e uma das características do nosso Deus é que Ele é capaz de trazer "ordem e beleza ao caos". Afinal, a terra era sem forma e vazia e Ele disse "haja luz" e assim se fez. E se nós somos a imagem e semelhança de Deus, também podemos trazer ordem e beleza ao caos que se encontra ao nosso redor. Eu gosto dessa ideia!
Espero que possamos trocar pensamentos legais por aqui!
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